Marianna Perna é poeta, performer, produtora, pesquisadora e historiadora mestre em filosofia. Formada em Bacharelado e Licenciatura pela USP (2013), realizou Mestrado em Filosofia pelo IEB-USP (2019) na área de pesquisa musical e sociologia urbana. Trabalhou como professora de inglês, de história, tradutora e aos poucos foi se descobrindo artista e escritora. Sempre se encantou pelo poder de contar uma história, pela força da memória. Nesse caminho encontrou na poesia sua forma de expressão mais potente. Lançou “A Cerimônia de Todas as Vozes” (2018), sua estreia na proposta de poesia expandida, na forma de um livro-disco, lançado pela editora Urutau, em parceria com o selo Índigo Azul. 

Vem desenvolvendo uma investigação pessoal de poesia expandida, através de abordagens multiartísticas, em uma percepção da poética do corpo e do espaço, na confluência entre dança, corpo, música e sonoridades. Para tal, passou a se dedicar a outras práticas além da escrita e do estudo e pesquisa musical: envolveu-se em processos investigativos corporais e residências artísticas em espaços como CRD, Capital 35, CCSP, Oficinas Oswald de Andrade, entre outros. Investiga o estado poético ancestral e o feminino selvagem como uma potência ativa de intervenção na realidade, uma forma de resgate da ancestralidade e da espiritualidade do ser que trazem à tona uma presença e uma integridade criativa e emocional, capazes de promover um viver & criar mais plenos e empáticos.

Procura difundir suas pesquisas sobre o estado poético ancestral e o feminino, bem como a obra de outras mulheres escritoras – desdobramentos de suas pesquisas artísticas e acadêmicas – tanto pela abordagem performática, como através de atividades formativas e educativas, no caso rodas de leitura, saraus, conversas, grupos de estudos e oficinas de dança-poesia.

É fundadora e curadora do espaço Casa Urânia, que nasceu em São Paulo no ano de 2020, dedicado a atividades artísticas, terapêuticas e formativas. Antes do livro-disco A cerimônia de todas as vozes (2018), Marianna já havia passado por publicações em diversas antologias, revistas, e concursos literários e também publicara de maneira autônoma quatro livros. O primeiro foi um livro de contos, Das vozes (2015); na sequência uma trilogia de poesia, composta pelos livros As gargalhadas do amor infernal (2016), Inscritos sobre o fim (2016) e Por Júpiter aguardamos (2017). Esta trilogia, com cerca de 40 exemplares de cada, foi realizada de forma artesanal, escrito na máquina de escrever e então xerocado, com montagem e capas costuradas uma a uma. A autora entende esta autonomia do criar e colocar no mundo atuando em todas as etapas possíveis como um aspecto libertador do fazer artístico. Atualmente, prepara um novo volume de poesia sonora para ser lançado, e encontra-se em processo criativo para seu primeiro romance de ficção, sem previsão de lançamento.